sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Canhoto





 acho que sou um tanto assim,
 muito estranho.
 - graças a deus!
 como posso me sentir de outro modo.
 não me passo.
 nem espero viver conforme.
 nada mais fútil do que a conformidade,
 nada mais triste.


 deveríamos abolir qualquer forma de humanização igualitária!
 a declaração dos direitos humanos, por exemplo,
 é um farsa,
 é ridícula.
 ninguém tem o direito de ser igual a ninguém!
 ninguém é igual a ninguém, porra!
 nem tente me convencer.
 estou só,
 estou ocupado...
 vejo pássaros na janela,
 e meu reflexo na parede.


 estou só,
 estou ocupado.
 traço meus planos sem ajuda
 e os outros...
 ah, os outros.
 o que seriam deles sem mim?
 o que seria de mim sem eles?
 o que seria de mim sem mim mesmo...
Rivaldo Júnior

Um comentário:

  1. Poema bem forte, da de ver o sentimento nele. Gostei! Estou seguindo

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