quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ressaca (Filipe Catto)


Deixo você, pro seu drink esquentar...
Meio álcool, meio água, meio gelo que já derreteu.
Deixo a canção pro cigarro engasgar
e a minha lembrança estar.

Deixo você pra quem quiser ser teu,
pra amantes desbotados que não ardem como eu...
Deixo tua cama quente, pro teu sexo triste,
Pra que nunca esqueças o que de mim restou
vestido pelo chão...

Enquanto te embriagas entre uma ilusão e outra.

Mas sei quando vem esse sol 
despertar tua manhã ao meio dia...
Tua ressaca tem o gosto da minha boca.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Por favor, só não olhe nos meus olhos.





vejo coisas que nunca as quisera ver.
tudo fica mais claro no final da primavera.só 
por que, então não fecho meus olhos...
finjamos essas coisas.

faça-me o favor de fingir me notar, pelo menos uma vez.
mas faça mesmo.
meu soluço te aguarda.
um sopro sem fôlego
me desmancho no teu ar.

só por não ter o que dizer-te, já
- ou talvez por mera covardia -
compro minhas lágrimas pela tua felicidade.
não te digo mais nada.
faço tuas, as minhas palavras e basta.
já houve barulho demais, as nuvens continuam lentas e o sol já se foi...

vai-te logo, queres mais o que de mim?
aquela última expressão de falta 
aquele último olhar pra trás.

a noite tudo fica mais frio.

e se ainda tens dúvida, vou logo te dizendo
consigo sim, viver sem você.
e muito bem.
Rivaldo Júnior

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nesta data querida...





O tempo tem certas coisas que me fazem refletir. Parar para olhar pra trás e ver como a gente cresceu. Crescemos. Criamos e recriamos expectativas e sonhos. Pedaços de vontades. Sabores de metáforas. E aquele gostinho agridoce da saudade que mais embebe inspiração. Transpiração. Um modo feliz de ver a vida e suas virtudes e virtuosidades de modo coerente e satisfeito. Parar para olhar o mundo. Tomar um café. Sentar-se sem pressa. "Já vai? É cedo. Tenho a tarde toda para você."
Um ano. E a contemplação de uma improvisação de uma tarde de domingo que me celebra a grandiosidade do poder das palavras. Palavras de Mesa. Sobre a farta mesa do meu banquete verbal, quantos amigos experimentaram o sabor de minhas palavras. Doces ou salgadas ou amargas, paladativas. Mas sempre prontos a sentar-se e passar uma noite inteira conversando bobagens a rum e samba. Minha pequena casa hoje celebra seu primeiro banquete de aniversário. Entrem! Comam! Sintam-se à vontade. A casa é sua!
Minha técnica, como disse na primeira postagem, é a prática. Minhas palavras, ingredientes.  Meus textos exalam o doce aroma das noites quentes de um verão marinho. Das manhãs frias do bolo de fubá sertanejo. Da minha primeira aventura em uma tarde de setembro a cozinhar segredos e histórias. E hoje, hoje faço das minhas palavras mais do que a pretensão pré-imaginada me pudesse convir. Verbofagia. Palavras de Mesa. Uma forma certa de achar o alimento que nutre a alma e o coração.


Amigos parceiros:

Neto Chagas - Destinatário                                              Daline Soares - Que seja leve...
Carla Miqueli - Pieguices                                                                  Dênys Vytor - Carpe
Rafa Santana - A beleza de suas Utopias                                   Isia Pereira - Mundo de Isia


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vento que venta cá...




onda do que faço
na oscilação doentia do malquerer.
daquilo que não se quer
ou simplesmente se finge nãoquerer.

faço o que não faço
redesenho sintomas e expectativas...

te quero?
Talvez...
agora?
Possivelmente
e então?
então que o céu se torna mais escuro
e a sua falta agora é que chega a mim
Rivaldo Júnior

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Coração Pirata (Roupa Nova)



O meu coração pirata toma tudo pela frente,
Mas a alma adivinha
O preço que cobram da gente.
E fica sozinha...
Levo a vida como eu quero,
Estou sempre com a razão.
Eu jamais me desespero
Sou dono do meu coração!
Ah! O espelho me disse
Você não mudou...
Sou amante do sucesso -
Nele eu mando, nunca peço -
Eu compro o que a infância sonhou...
Se errar, eu não confesso...
Eu sei bem quem eu sou
E nunca me dou!
As pessoas se convencem
De que a sorte me ajudou...
Plantei cada semente
Que o meu coração desejou!
Ah! O espelho me disse
Você não mudou...
Quando a paixão não dá certo,
Não há porque me culpar!
Eu não me permito chorar
Já não vai adiantar...
E recomeço do zero sem reclamar.
Quando a paixão não dá certo
Não há porque me culpar!
Eu não me permito chorar,
Já não vai adiantar,
E recomeço do nada sem reclamar

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima" (Clarice Lispector)




Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como eu sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia jamais dizer que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Primeiro manifesto contra o existencialismo, ou qualquer coisa do gênero.


Não há realidade. 
A busca mais incerta do ser é ao encontro do que é certo. 
E o que é certo? 
Não há certeza. 
Não há há. 
Não há. 

Porquê? 
Não sei... porque não há. 
E só isto já se basta. 

As linhas retas do trilho não invadem minha casa. 
As montanhas não são feitas de promessas. 
E o meu peito não bate. 
Não bate. 
Não bate. 
O cachimbo ainda continua aceso. 
Há ou não há cachimbo? 
Não há cachimbo. 

Isto não é um cachimbo.

E não teime em teimar que é porque não é. 
Cantemos a não existência da existência. 
Meros pedaços tornam a me dizer coisas indizíveis.
Mostrarei o quão suave é a brisa que corre no campo. 
Não tem cor. Não tem aroma. Não há. 
Mas se revela de sua própria existência inexistente. 

Como não há?
Não tenho tempo para explicar-lhe.
Mas não basta. Não há explicação.
Se olhe no espelho de vez em quando, ora!
Por que me persegues?

Ontem cedo cortei o cabelo. 
e o sol brilhava tímido.

Se ele há? Talvez.
eu não.
Rivaldo Júnior

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Profecia (Cordel do Fogo Encantado)















Salve o povo xucuru!

Na cumeeira da serra Ororubá, o velho profeta já dizia:
"Uma nova era se abre com duas vibras trançadas,
Seca e sangue!
Seca e sangue!"
Herdeiros do novo milênio,
Ninguém tem mais dúvidas...
O sertão vai virar mar!
E o mar sim,
Depois de encharcar as mais estreitas veredas,
Virará sertão!
Antôe tinha razão, rebanho da fé!
A terra é de todos; a terra é de ninguém!
Pisarão na terra dele todos os seus,
E os documentos dos homens incrédulos,
Não resistirão a Sua ira!
Filhos do caldeirão!
Herdeiros do fim do mundo,
Queimai vossa história tão mal contada!
Ah! Joana Imaginária...
Permita que o Conselheiro
Encoste sua cabeleira
No teu colo de oratórios.
Tua saia de rosários,
Teu beijo de cera quente...
E assim na derradeira lua branca,
Quando todos os rios virarem leite,
E as barrancas cuscuz de milho,
E as estrelas tocadeiras de viola,
Caírem uma por uma...
Os soldados do rei D. Sebastião
Mostrarão o caminho!








sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Saga (Filipe Catto)

Andei depressa para não rever meus passos...
Por uma noite tão fugaz que eu nem senti.
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora,
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi!

Se eu soubesse que o amor é coisa aguda,
Que tão brutal percorre início, meio e fim.
Destrincha a alma, corta fundo na espinha,
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir...

Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha 

Pr´uma noite que rompeu.
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia,
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu...

E nessa Saga venho com pedras e brasa!
Venho com força, mas sem nunca me esquecer:
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer...


E era de gozo, uma mentira, uma bobagem;
Senti meu peito, atingido, se inflamar.
E fui gostando do sabor daquela coisa,
Viciando em cada verso que o amor veio trovar...

Mas, de repente, uma farpa meio intrusa,
Veio cegar minha emoção de suspirar.
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar...

E agora andando, encharcado de estrelas,
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar.
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho 
da manhã que eu vi chegar...

E nessa Saga venho com pedras e brasa!
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer:
Que era fácil se perder por entre sonhos,
E deixar o coração sangrando até enlouquecer...!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Todos




consciência                                           gratidão
eu
linda            amigo
só
amor              Deus
lamento.


                  cachaça,
                            queda,
                                     felicidade.




"Talvez maior que a alegria do ser seja a do ser todos. "
Aos poetas do CEHL. Com carinho e admiração.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Três poemas que se completam


Talvez

Três lágrimas
Um sorriso amarelo.
Uma promessa -
Talvez amanhã...

...ou não.





Conforme

Volte amanhã. Voltarei.
Talvez quem sabe quando as lágrimas secarem,
E os sonhos despertarem...
Meu sorriso ainda seja o mesmo.

E o mesmo ainda sorria para ti.



 

Falácia

Sabe de uma coisa: Fica onde estiver!
Não quero te ver nunca mais.
As tardes já não são tão frias...
A noite já brilha estrelas.

E eu realmente tento olhar para elas.


Rivaldo Júnior 


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O Trem das 7 (Raul Seixas)



Ói, ói o trem, 
Vem surgindo de trás das montanhas azuis, 
Olha o trem!
Ói, ói o trem, 
Vem trazendo de longe as cinzas do velho éon...
Ói, já é vem, 
Fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem.
Ói, é o trem, 
Não precisa passagem,
Nem mesmo bagagem no trem!

Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?
 
Pois o trem está chegando, 
Tá chegando na estação...
É o trem das sete horas, 
É o último do sertão, 
Do sertão...

Ói, olhe o céu, 
Já não é o mesmo céu que você conheceu, 
Não é mais!
Vê, ói que céu, 
É um céu carregado e rajado, suspenso no ar.
Vê, é o sinal, 
É o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões;
Ói, lá vem Deus, 
Deslizando no céu entre brumas de mil megatons...
Ói, olhe o mal, 
Vem de braços e abraços com o bem,
Num romance astral!

Amém.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Oração (A banda mais bonita da cidade)


Meu amor essa é a última oração,
Pra salvar seu coração...
Coração não é tão simples quanto pensa,
Nele cabe o que não cabe na despensa,

Cabe o meu amor!

Cabem três vidas inteiras...
Cabe uma penteadeira.
Cabe nós dois!









Cabe até o meu amor, essa é a última oração,
Pra salvar seu coração...
Coração não é tão simples quanto pensa,
Nele cabe o que não cabe na despensa,

Cabe o meu amor!

Cabem três vidas inteiras...
Cabe uma penteadeira.
Cabe essa oração.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Café amargo... Até parece perfume!



E agora,
Posso ao menos saber o cheiro
Do perfume que te levou...
Não adianta mentir, há perfume.
O tempo foi dado.
Teu perfume já saiu do meu quarto,
E foi pra lá...
Como é lá?
Lá é bom?
Por que fostes mesmo?

O café já esfriou...
A mão vai largando levemente a maçaneta.
Livremente.
A porta se fecha atrás de mim.
Enxugo o rosto molhado,
Três passarinhos atravessam a minha janela.
Três não, dois
E um solitário abandona o grupo.
E some no poente.
Vai beber seu café amargo e frio.

Chega! Chegou.
Meu sorriso te encontra
Mas este é apenas um.
"Sente-se um pouco, quer um café?"
Foi o café. Estava amargo.
Estava diferente. Não sorria.
Teu sorriso, não havia.
Teu sonho, acabou.
Teu amor, foi afogado num gole demorado.
Que levou consigo toda a minha esperança...
Para o deguste íntimo das últimas papilas.
Um gosto diferente, mais amargo.
Café, talvez. Mais amargo. 
Perfume.
Devolvido ao mundo.
Pigarreado em soluços de sozinho.
Só.
Somente.
Rivaldo Júnior

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Das utopias (Mário Quintana)


 





Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que triste os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!









domingo, 31 de julho de 2011

Mais uma vez (Renato Russo)



Mas é claro que o sol vai voltar amanhã,
Mais uma vez, eu sei...

Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã,
Espera que o sol já vem...

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá...
Tem gente que machuca os outros,
Tem gente que não sabe amar...

Tem gente enganando a gente:
Veja nossa vida como está!
Mas eu sei que um dia a gente aprende...

Se você quiser alguém em quem confiar:
Confie em si mesmo...
Quem acredita, sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã,
Mais uma vez, eu sei...

Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã,
Espera que o sol já vem...

Nunca deixe que lhe digam:
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem...
Ou que seus planos nunca vão dar certo,
Ou que você nunca vai ser alguém...

Tem gente que machuca os outros,
Tem gente que não sabe amar...
Mas eu sei que um dia a gente aprende...

Se você quiser alguém em quem confiar:
Confie em si mesmo!
Quem acredita, sempre alcança...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Poema de apenas dois versos prontos



- Já vai? É cedo...
- Que horas são, por favor?
- Ela já ganhou menino?
- Tô tão atrasada, mulher...
- Aproveite a promoção que é só hoje!
- Tenho tempo não, deixa pra mais tarde...
- Daqui a pouco, viu?

Pra quê tanta pressa gente, se o destino é a morte?
...
E o outro verso eu me esqueci.
Rivaldo Júnior

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ter que esperar (Chicas)



Nunca pensei que eu pudesse sorrir
Ao dizer um adeus pra minha sorte
Que estava por vir,
Uma ilusão pra me transformar...


Nunca achei que eu pudesse te ouvir
Dizendo um adeus pro teu sonho
Que estava por vir,
Uma aflição ter que esperar,
Um sonho em vão...


E agora o que eu faço depois de sorrir,
Com teu sonho incapaz de me ouvir?
Me acorde e depois se vá...
Deixa eu te reparar como uma invasão!


O tempo é que vai passar,
A gente só vai rodar...
Na mesma ilusão de recomeçar.
Jogue tudo pro ar eu estou a flutuar
Na sua ilusão fácil de alcançar!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Entre asas e sorrisos

 À Josi Nascimento,
Com carinho.
Nas batidas das asas azuis de uma borboleta
Conheci um sorriso.

Sorri pra ele,
E ele sorriu pra mim...
E falou
falou falou falou falou
e continua falando...

Tem primaveras que nos são dadas
Com passos de borboletas!
Tem borboletas que encontramos
Que passam e deixam marcas...
Rastros de pólen,
Doçura de mel.
Estações espôntaneas...

Levo elas todas comigo!
Nas páginas amarelas do meu livro dos sonhos...

Porém, quanto àquele sorriso voador,
Guardo-o entre as flores mais belas da minha varanda,
Que fica no lado esquerdo do meu peito.
Rivaldo Júnior

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cântico dos cânticos, 4.






















Como és formosa, amada minha, eis que és formosa! Os teus olhos são como pombas por detrás do teu véu; o teu cabelo é como o rebanho de cabras que descem pelas colinas de Gileade.
Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais cada uma tem gêmeos, e nenhuma delas é desfilhada.
Os teus lábios são como um fio de escarlate, e a tua boca e formosa; as tuas faces são como as metades de uma romã por detrás do teu véu.
O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para sala de armas; no qual pendem mil broquéis, todos escudos de guerreiros valentes.
Os teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios.
Antes que refresque o dia e fujam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso.
Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha.
Vem comigo do Líbano, noiva minha, vem comigo do Líbano. Olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde os covis dos leões, desde os montes dos leopardos.
Enlevaste-me o coração, minha irmã, noiva minha; enlevaste- me o coração com um dos teus olhares, com um dos colares do teu pescoço.
Quão doce é o teu amor, minha irmã, noiva minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho! E o aroma dos teus unguentos do que o de toda sorte de especiarias!
Os teus lábios destilam o mel, noiva minha; mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano.
Jardim fechado é minha irmã, minha noiva, sim, jardim fechado, fonte selada.
Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes; a hena juntamente com nardo, 
e o açafrão, o cálamo, e o cinamomo, com toda sorte de árvores de incenso; a mirra e o aloés, com todas as principais especiarias.
És fonte de jardim, poço de águas vivas, correntes que manam do Líbano!
Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, espalha os seus aromas. Entre o meu amado no seu jardim, e coma os seus frutos excelentes!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Na casca do ovo



Um tolo veio me perguntar sobre o que eu achava dele,
Disse-lhe que era um tolo
E ele zangou-se.

Da próxima vez que vier me perguntar,
lhe digo o contrário...

Os fatores serão diferentes, mas o produto será o mesmo.
Rivaldo Júnior